Defender a auto-regulação e recusar os provedores?

(Não há ninguém que não defenda a auto-regulação; mas quando se trata de dar o primeiro passo...)

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sábado, Fevereiro 11, 2006

O contraditório como exercício jornalístico

O exercício jornalístico do contraditório é um valor absoluto. Mas a sua efectivação não é um dogma (ou seja, há mais do que uma forma de o fazer, depende do caso em concreto). Por outras palavras, e para ser muito concreto:
- em relação a este caso, parece-me fazer sentido, naquele contexto, as jornalistas da Lusa terem construído uma notícia só com as escolas sem internet (não tendo de incluir a posição do Ministério nesse mesmo despacho - por uma questão de desenvolvimento lógico e de espaço). A seguir fariam outro com as explicações governamentais. E, no menor curto espaço de tempo, haveria dois despachos para serem comparados e analisados. E fundidos, se alguma redacção o entendesse.

Uma acusação directa a alguém é algo que exige, no mesmo instante de difusão, (pelo menos tentar) ouvir o visado. Mas da mesma forma que o despacho com as declarações de José Sócrates não deixou de ir para a linha sem que fossem consultadas as escolas (e não é por serem centenas, seria da mesma forma se fosse apenas uma), o despacho com as escolas sem internet não precisava da versão do Ministério para ser libertado.
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Quando quatro jornalistas se juntam a escrever

... isso é "corta-fitas", um novo blogue que junta Albano Matos, Duarte Calvão, Luis Naves e Pedro Correia (todos do DN).

Duas ilações:
- a blogosfera confirma-se como espaço privilegiado para as opiniões de quem - como jornalista - não pode ou deve emitir opiniões (excepto, neste caso Duarte Calvão).
- a emissão sistemática de opiniões na blogosfera por parte de jornalistas muda o paradigma de relacionamento face às fontes? Até agora, um político convivia com um jornalista suspeitando, no limite, que poderia não haver grande simpatia. Agora (este exercício é uma especulação) tem a certeza - sabe que aquele que lhe liga, que lhe pergunta, que escreve sobre ele, não gosta de si.

PS - por falar em blogues: Francisco Rui Cádima abriu o seu Irreal Tv aos comentários. Sem moderação prévia.
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