Defender a auto-regulação e recusar os provedores?

(Não há ninguém que não defenda a auto-regulação; mas quando se trata de dar o primeiro passo...)

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segunda-feira, Setembro 10, 2007

Duas notas para o provedor do Público

Quero primeiro dizer que aprecio o estilo combativo de Rui Araújo, como provedor dos leitores do Público.
Mas acho que esse estilo combativo se pode confundir com «combate» - neste caso com a redacção do jornal; o título da crónica de ontem é, a esse nível, elucidativo. Ou ambíguo?
«Descuidos, despistes, ignorância, preguiça mental e repetições; Desculpem, estou de volta...»
Um combate com a redacção do Público não dará resultados, penso.

Da crónica de ontem, também: Rui Araújo tem dado muito destaque aos erros gramaticais e à «preguiça mental» de alguns dos jornalistas do Público. Faz bem. Mas que não se esgote nisso. Um exemplo:
«Ontem, 1 de Agosto, o PÚBLICO iniciou a publicação de um conjunto de textos sobre Fátima e o fenómeno de Fátima. Gostaria de saber a motivação editorial para esta opção. Fátima é sem dúvida um símbolo do país mas, sendo o Estado laico, o PÚBLICO um jornal que não se rege por critérios religiosos e sabendo que em 2007 passam 90 anos sobre as ‘aparições’ de Fátima (e não 100, ou 75 ou 50, as datas usualmente mais importantes), pergunto-me o interesse que tem dedicar uma página por dia ao assunto. (...) Qual é então o frete que o PÚBLICO tem de pagar?”, pergunta João Sousa André». Rui Araújo responde: «Fátima: é uma questão de critérios editoriais sobre os quais o provedor não pode pronunciar-se». Mas pode/deve ouvir/questionar o director do jornal (entre outros), deixando pistas para a reflexão colectiva.
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